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“Interligar personagem e voz para ser real é mais difícil do que música”

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Chegou ao cinema esta quinta-feira, dia 6 de agosto, o novo filme “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros” com a novidade da voz da cantora Maro. A artista falou deste desafio em conversa com o Notícias ao Minuto, mas houve oportunidade também para uma viagem pelo mundo da música.

As salas de cinema portuguesas recebem esta quinta-feira, dia 6 de agosto, o novo filme “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros” com vozes muito familiares, como a de Soraia Tavares (Marshall), Bárbara Lourenço (Skye), Vasco Pereira Coutinho (Alistair), Solange Santos (Ryder), Sofia Brito (Chase), Teresa Macedo (Rubble), Rodrigo Costa (Rex), Romeu Vala (Humdinger) ou Mafalda Luís de Castro (Harper).

Não deixa, porém, de se destacar a grande novidade que é a presença da cantora Maro neste elenco, dando voz à personagem Nancy.

Notícias ao Minuto entrevistou a cantora de temas de sucesso como “Saudade, Saudade”, “Kiss Me” ou “Feeling So Nice” no âmbito deste novo desafio, que, diz, lhe deixou o “bichinho”, pelo que “adorava” explorar mais este universo. “Sempre foi uma coisa que tive na lista de sonhos de coisas que gostava de fazer um dia mais a sério”, confidenciou.

A conversa com a artista levou-a também a mergulhar no seu – já muito marcado – mundo da música, tendo refletido sobre os últimos álbuns e o mais recente disco, “So Much Has Changed”, que continua a levar para cima dos palcos.

É a primeira aventura da Maro no mundo das dobragens? Como correu esta experiência?

É a primeira vez a fazer um filme, mas com 18 anos fiz algumas dobragens para umas séries do canal Panda. Acabei por nunca, realmente, ter uma experiência assim mais a sério. Na altura, quando experimentei, foi um bocadinho antes de ir para os Estados Unidos, portanto, comecei, mas depois acabei por não fazer muito mais. Desta vez, foi giro porque me deixou o bichinho. É uma coisa por que sempre tive interesse, ainda por cima adoro filmes e a parte da gravação acho interessante.

Como as pessoas vão ver, a minha personagem tem muito poucas falas, portanto, acaba por ser só um cheirinho, não é uma personagem muito grande.

Há uma vontade de explorar mais?

Adoraria, sim! Sempre foi uma coisa que tive na lista de sonhos, de coisas que gostava de fazer um dia mais a sério. Isto foi ótimo!

Mas há alguma personagem a que gostava de dar voz?

É engraçado que, nesse aspeto, como as personagens que conheço e gosto já estão tão associadas a uma voz, nunca tive essa coisa de dizer que gostava de dar voz a esta personagem que já conheço. Fico muito entusiasmada com o desafio de poder um dia dar voz a uma personagem do zero, uma personagem nova que não conheça. Quase como representação. Como é que esta pessoa fala, porquê, como é que se sente, como é que se expressa. Isso entusiasma-me muito.

É mais fácil transmitir emoções enquanto voz de uma personagem ou na música?

Depende… Nas dobragens, as pessoas que o fazem muito bem têm um hiper talento. Acho muito difícil conseguir pôr voz a uma imagem que já existe. Com a música, posso começar uma coisa do zero e criar o ambiente, portanto, o sentimento já vai com o ambiente junto.

Na dobragem, esse é o desafio realmente interessante e, na verdade, muito difícil, acho, de fazer bem, que é conseguir expressar exatamente o que a pessoa está a viver mas através do som. Conseguir que a pessoa acredite, ou seja, que a pessoa não desassocie a imagem do som. Conseguir fazer com que a personagem e a voz estejam super interligadas, e que acabe por ser completamente credível ao ponto de a pessoa mergulhar e ver a personagem como uma coisa real. Acho que isso é bastante mais difícil do que a música.

Tem uma forma muito intimista de interpretar cada letra, o que cria uma proximidade com quem a ouve. E os concertos são precisamente nesse ambiente muito íntimo, como aconteceu nos espetáculos nos Coliseus em março, por exemplo. Sente essa proximidade? E é essa proximidade que procura em cada música e palco?

Sim. Talvez por ser uma coisa que eu naturalmente sempre quis proporcionar. Por exemplo, na música, as pessoas começam a conhecer o trabalho de um artista e o artista vai ganhando um palco maior, digo até a nível de exposição, não tanto só de palco literal. Sinto que o que acontece às vezes é que há uma distância que se começa a criar. As pessoas começam a pôr, se calhar, o artista num pedestal e sempre fui de desconstruir isso.

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