Pep Guardiola terá alegado motivos de ordem pessoal para rejeitar o convite para assumir a principal seleção de Itália, depois de ter exigido 20 milhões de euros para abraçar o desafio. Agora, Andrea Pirlo é o favorito a abraçar o desafio.
Adecisão está, finalmente, tomada. De acordo com informações adiantadas, esta sexta-feira, pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport, Pep Guardiola terá ligado, nas últimas horas, aos ‘homens fortes’ da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini e Leonardo, para comunicar a ‘nega’ ao convite para assumir o leme da seleção nacional.
“Obrigado, sinto-me honrado, mas, neste momento, não estou interessado”. São estas as palavras atribuídas ao catalão, que, recorde-se, é, neste momento, um treinador livre, depois de ter colocado um ponto final na estadia no Manchester City, que durava já desde 2016, para abraçar o cargo de embaixador do City Football Group.
Aos 55 anos de idade, e depois de tantas temporadas ao mais alto nível (não só no Etihad Stadium, como também no Barcelona e no Bayern Munique), o ex-jogador entende que chegou a altura de colocar uma pausa no plano profissional para se dedicar ao pessoal, mais concretamente, para dedicar-se à família.
“Se o fizer, será a 100%”, terá sublinhado Pep Guardiola, quando, a certo ponto, se chegou a debater a possibilidade de delegar grande parte do trabalho diário noutros elementos da sua equipa técnica, no âmbito de um projeto de longo prazo, cujo plano seria que se prolongasse durante oito a dez anos.
Ser selecionador de Itália em regime de ‘part-time’ nunca passou pela cabeça do timoneiro natural de Santpedor, pelo que, pese embora a admiração que nutre, particularmente, por Paolo Maldini, seu amigo de longa data e atual diretor técnico do organismo, a resposta final foi mesmo um rotundo ‘não’.
Este desenvolvimento surge, de resto, cerca de 24 horas depois de esta mesma publicação ter noticiado que Pep Guardiola ter feito saber que pretendia auferir um ordenado na ordem dos 20 milhões de euros por ano, isto é, sensivelmente o dobro daquilo que a FIGC estava disposta a oferecer-lhe.


